Urban Regeneration: Needs as Opportunites II

Together with the demolition of 5km highline in the City Center of Rio de Janeiro, the immense #culturalheritage value of the area has emerged, improving the attractiveness of the area. #urbanregeneration, #urbanplannig #cities

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Urban Regeneration and Land Value Capture

When there is an improvement on urban space, an increase in land and real estate value comes – immediately or later on. So, why not local administrations take part of that increase to finance the urban infrastructure and services?

This was the main issue approached at the Technical Deep Dive (TDD) on Urban Regeneration and Land Value Capture, in Tokyo, last week, organized by Tokyo Development Learning Center (TDLC), a collaboration of the World Bank and the Government of Japan.

It was just after the World Urban Forum 9th, that took place in Kuala Lumpur, Malaysia, led by UN-Habitat. In this meeting, delegates from governments, multilateral agencies and civil society from all over the world were refining strategies to implement the New Urban Agenda (NUA) and the Sustainable Development Goals(SDG), towards sustainable cities. Social and affordable housing, urban mobility, urban environment, culture and heritage are some of the main issues to address. As part of this agenda, the issue on how to finance the sustainable urban development is one of the big challenges for local governments.

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Some of the key elements in terms of context are quite common among the cities, like the sprawl and the local government limited financial capacity.  The continuum sprawl demands more and more expansion of urban infrastructure and public services, and, in many cases leaves brownfield and abandon areas within the existing urban fabric while the cities have no financial autonomy to cover their investment needs.

Those issues were discussed in the TDD with city delegations from Algiers, Barranquilla, Bucharest, Brasov, Colombo, Karachi, Manaus, Tbilisi and Zanzibar, and national delegations from Mexico, Palestine and Togo. Coordinated by Dan Levine, Valerie Joy Santos and Ayat Soliman, from World Bank, the debates were focused on identify instruments and methods of Land Value Capture to apply as funding mechanism for the urban regeneration projects and for building partnerships with private sector. Also, international cases were presented by Dr Jaemin Song (Seoul Metropolitan Government), Candice Damon (HR&A), Michael Cohen (Former director of economic & workforce development for the City of San Francisco), Jim O’Gara (Managing Director, Emerging Markets, Deloit Financial Advisory Services LLP), and myself as former President of Rio de Janeiro’s Port Area Urban Development Company). The group has also visited examples of the application of land adjustment, air rights and TOD in Tokyo, Kawasaki and Yokohama.

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During the meeting it was possible to verify different ways to apply instruments. For example, in Japan the air rights are used as a tool for compensation for land owners in land readjustments projects, were part of the land is taken for public needs (parks, roads, public equipment’s); in Brazil, as presented through the Porto Maravilha’s case, the air rights were sale and the funds raised were applied for urban regeneration. In São Francisco, the compensation for new urban regulation came as social and affordable houses and other facilities.

In the majority of the countries, urban and urban land regulation are under local government mandate. It means that even in the cases that some of the instruments for land value capture are not in place, it is possible to create such types of regulation. In certain cases, like in Brazil, for example, they already exist, however their application are very rare. So, it is still a challenge to demonstrate the potentialities of these instruments for helping local governments for urban planning and management.

It was very inspiring days sharing the experiences and desires from cities with so different contexts. Among the lessons raised by the participants and reflected in their action plans, the potentiality for generating value using urban regulation were emphasized, which can increase the local government’s autonomy to implement urban policies. Also, many different ways for private sector’s engagement were presented. Another relevant lesson from the case studies were the need for strong engagement form the mayors.

However, it is very important to highlight that the application of these instruments must be based in a city’s long-term view and strategy in order to assure that the gains from the project represents better urban environment and improves peoples’ quality of life.

Soluções Smart City e a Nova Agenda Urbana

Um ano de posts aqui no sobreurbano.blog. Momento para agradecer aos mais de cinco mil visitantes de 40 países diferentes. Para celebrar, começo uma serie de posts sobre soluções smarty city como contribuição para implementação da Nova Agenda Urbana adotada pela ONU-Habitat. Vou antecipar por aqui questões que serão abordadas no Congresso Smart Cities, que este ano ocorrerá entre os dias 16 e 18 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.

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A Nova Agenda Urbana representa o conjunto de compromissos frente aos desafios de um mundo cada vez mais urbanizado. Ao mesmo tempo em que cidades cada vez maiores se tornam motores da economia, é também nela onde se concentram as desigualdades sociais, pobreza e o consumo de recursos naturais. E são elas responsáveis por grande parte das emissões que impactam o clima. E no caso do Brasil, assim com em vários outros países, a poluição de corpos hídricos, pela falta de saneamento adequado.

Vale ressaltar que, neste cenário, as cidades e seus problemas urbanos já existem. E não cabe pensar em abandoná-las ou destruí-las para fazer outras. Então, trata-se de encontrar formas de melhorar as cidades que existem para suas populações como um todo, naquilo que é negativo. E resgatar e valorizar o que de bom, de memória de identidade elas possuem. Transformar as cidades demanda um processo de inovação disruptiva na gestão e no planejamento urbano.

As soluções smart city podem contribuir de modo significativo neste processo, possibilitando a otimização da utilização de recursos humanos, financeiros e materiais. E não somente por meio das inovações tecnológicas em si, mas, tão importante quanto, trata-se de sobre como viabilizar a implementação das soluções já existentes. O que implica em mudanças / inovações culturais e institucionais. E esses aspectos, que implicam em novos modelos de negócio e financiamento, novas processos de contratação e de mudanças de comportamento, serão também debatidos no Congresso Smart City.

Por exemplo, por quanto tempo teremos uma administração pública setorizada, lenta, burocrática e com foco no curto prazo, frente a um ambiente de constante inovação tecnológica, que induz cada vez mais à integração e complementariedade dos serviços?

E neste processo de transformação, juntamente com a centralidade das cidades, as administrações locais tem um papel cada vez mais fundamental. E para tanto, conhecer a Nova Agenda Urbana, bem como as contribuições das soluções smart city e de outras abordagens é um passo importante.

Espaço urbano, oportunidades para MPE e soluções para cidades inteligentes

Participei nesta quinta feira, 30/11, do evento Fomenta Rondônia, promovido pelo Sebrae Rondônia sobre Oportunidades para as Micro e Pequenas empresas (MPE) nas compras públicas. Minha apresentação foi sobre o Espaço Urbano como oportunidades de mercado para as MPE e estimulo à inovação, a partir da experiência do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

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O evento, que teve inicio no dia 29/11 e vai até o dia 2/12, reúne representantes do Sebrae, do governo estadual e de todas as administrações municipais do estado, além de empresários, acadêmicos e representantes de outros órgãos como o Tribunal de Contas do Estado. É um momento bastante interessante por seu caráter de formação e troca de experiências para aplicação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123 de 2006). Algumas prefeituras, como a de Arquimenes, relataram os importantes ganhos para a economia local e para as contas públicas, ao priorizar as compras do governo junto aos produtores e comerciantes do município.

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O Porto Maravilha é implantado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro, CDURP. Desde 2012, em parceria com o Sebrae RJ, a Cdurp desenvolve uma série de ações em apoio as MPE. Este trabalho segue o conceito de Arranjo Produtivo Local (APL), com uma inovação em relação ao papel do território. As experiências de APL, em geral, focam em um setor produtivo e na otimização das condições de produção para inserção num mercado regional, nacional, global. O risco aqui é que, havendo crise no setor que é o eixo do APL, todo arranjo pode ficar comprometido.

No Porto Maravilha, buscamos criar um ambiente urbano propício ao fortalecimento e/ou surgimento de vários tipos de atividades econômicas, de modo simultâneo, complementar e sinérgico. Utilizamos como ponto de partida as oportunidades de geração de renda derivadas do intenso processo de requalificação urbana promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, que incluiu a implantação do VLT, ao que chamamos de economia das obras, ocorrido entre 2011 e 2016.

Essa economia das obras serviu para alavancar mudanças para uma nova economia, diversificada e inovadora, que incorpora soluções para cidades inteligentes. Além da economia das obras, o potencial cultural da região também é tomado como ativo para estimular antigas e novas atividades econômicas. O apoio técnico e institucional proporcionado pela Cdurp, Prefeitura e Sebrae favoreceu o fortalecimento e surgimento de várias MPE e grupos de empreendedores, com destaque para a chamada indústria criativa.

Os resultados das Rodadas de Negócio, evento que reúne grandes empresas (compradoras) e MPE (fornecedoras) realizadas pela Cdurp e o Sebrae/RJ, ilustram os avanços obtidos. Foram 71 MPE na primeira, em 2012, 108, na quinta, em 2016 e 138 nas duas realizadas em 2017. Além disso, com os avanços da mobilidade e qualidade do espaço urbano, os equipamentos culturais – Museu do Amanhã, MAR, AquaRio, Cais do Valongo – o calendário de eventos e a chegada de novas grandes empresas, a região tornou-se o novo polo de atração da cidade.

Apesar das diferenças de escala e características do contexto, os elementos básicos dessa estratégia podem servir de inspiração para muitos outros municípios. Ao assumir um papel de indutor e regulador do processo, a administração municipal pode atrair os agentes econômicos e sociais e facilitar um ambiente de inovação, tanto para o setor público quanto para o privado, e melhorar as contas municipais.

Vários Municípios de Rondônia têm uma produção agrícola diversificada e demonstra um crescimento expressivo da piscicultura. Estes lugares e produtos podem propiciar outras atividades econômicas que, em princípio, não guardariam relação com eles. Um exemplo é a importância do turismo para a indústria do vinho em várias regiões do mundo e vice-versa, onde elas se fortalecem entre si, e com isso, criam outras possibilidades econômicas no território.

Mas, para tanto, é preciso que seja construída uma visão de longo prazo para o desenvolvimento municipal / regional, que oriente e motive a formação dos APL. A ideia de colocar o próprio território no centro do processo e torná-lo atrativo permite identificar e buscar sinergias, complementaridades e potencialidades entre os mais diversos setores econômicos. Estimular uma economia diversificada e que incorpora inovação tecnológica, contribui para que ela se desenvolva de modo mais equilibrado e sustentado, uma vez que não depende de um só seguimento, aumentando também sua resiliência. Tudo somado, representa também a possibilidade de fortalecer a autonomia do Município em relação à recursos de outra esferas de governo.

Cities and COP23: our daily urban problems and climate change

What is the relationship between our daily urban problems and climate change?

The major part of big cities lives with problems that affect the climate and their quality of life. Meanwhile, there are many solutions that can improve urban conditions and they emerge every day. To disseminate those solutions at ground level demands governance, regulation and financing adjustments mainly at local level administrations. This is one of the biggest challenges addressed at UN Climate Change Conference – COP 23, that is happening November this year, in Bonn, Germany. There were representatives from more than 190 countries and hundreds civil society organizations.

The Commitments to urban action on climate change is a big step made at COP 23. Just highlight two among its seventeen actions, the “Global Covenant of Mayors for Climate & Energy, focusing on transitions to low emission and the largest global coalition of over 7,400 cities from six continents and 121 countries advancing city-level transitions to low emission and climate resilient economies through voluntary action”, and The “Urban Leadership Council – a group of representatives from city networks, urban think tanks, and the private sector launches today, aiming to build high-level political commitment to sustainable urban development in rapidly urbanizing countries and provide guidance to the Coalition for Urban Transitions, an initiative overseen by C40, the WRI Ross Center for Sustainable Cities and the New Climate Economy”.

 

The commitment links the principles and objective from the Paris Agreement and the Sustainable Development Goals (SDG), particularly Sustainable Development Goal 11 – to make cities and human settlements inclusive, safe, resilient and sustainable.

According to multilateral agencies and research institutions, urban areas represent high level of relevance for climate and its impacts on the quality of people’s lives. The UN estimates that half of the world’s population lives in cities and it will increase  to 75% by 2050. In 1950, there was two megacities (a city with more than 10 million inhabitants). In 2017, there are 32. The estimation is that there will be 44, with 9% of the world’s population living there. The cities are responsible for 70% of greenhouse emissions from the industries and transport of people and goods mainly, which makes urban mobility a crucial aspect to be addressed. Linked to that are issues such as urban form, housing and job distribution.

In Brazil, with 207 million people distributed through 5.570 municipalities, there are 17 with more than 1 million inhabitants, with about 45,5 million people (21,9%) living there. And the tendency is the increase of urban concentration, according to the Brazilian Geography and Statistic Institute (IBGE). Housing, mobility, sanitation, education, health and security are the common issues among Brazilian cities, showing at urban space the relationship between climate and inequalities issues. The big challenge is that we need to transform those cities that already exists. Adapt them to new paradigms. Reorient its current urban development patterns to new ones.

It is important to note that solutions for many of these issues already exist and more are coming soon. Some are simple, like the use of ashes for sugarcane bagasse to make bricks that can reduce the cost of housing production and improve its thermic conditions. There are sophisticated ones like smart systems for traffic control, education and health management, or the new ones like the tramway without rail on energy nets, which has been developed by the Chinses.

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However, the big question is: why is it so difficult to apply these solutions in Brazilian Cities? Why is it so hard to translate pilot projects into public policies?

There are many reasons. Among them are the low level of knowledge about the solutions, limitations in terms of institutional, and technical and financing capacities. These issues exist mainly at local administration level. It means that, the implementation of the smart technological solutions requires improvement in terms of governance and transparency, management efficiency and finance.

Those solutions are aligned with approach of smart cities. It is still under construction, moving from an Information Technology based to a view that puts that as support tool for improving governance, participation and urban management. In this sense, the smart city solutions can contribute to ODS and Climate change goals.

However, it is necessary that local authorities seek for solutions not only about What To Do but about How To Do, including transparency and civil society participation. Given that, the recommendations, resolutions and agreements from COP 23 should become a real pathway to solve our daily urban problems.